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Produção de biodiesel do Centro-Oeste poderá ser escoada por trem

30 jun

Até agora, apenas usinas gaúchas tiveram a oportunidade de tirar proveito das facilidades competitivas criadas pelo modal ferroviário de transporte. Esse cenário deverá mudar a partir de setembro. Segundo a ALL, dentro dos próximos três meses vai se tornar possível transportar biodiesel fabricado nos estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul até Paulínia (SP) por via férrea

Desde setembro passado, os trilhos da concessionária chegam até Rondonópolis (MT) – maior polo produtor de biodiesel do país com quase 750 milhões de litros em capacidade instalada. Contudo, para que o transporte de biocombustível se tornasse uma realidade, ainda faltava acrescentar capacidade de descarga ao terminal da empresa em Paulínia (SP).

Segundo o gerente de líquidos e novos negócios da ALL, Raphael Bozza, isso está prestes a ser resolvido graças uma parceria com a Raízen. Embora tenha sido econômico em relação aos detalhes sobre o funcionamento deste acordo, o executivo ressaltou que, graças aos novos investimentos, o biodiesel fabricado no Centro-Oeste poderá ser trazido diretamente até a Refinaria de Paulínia (Replan) o que o deixaria a menos de 120 km de distância da capital paulista. “As usinas [do MT e do MS] já estão se preparando, temos conversas com três delas para a instalação de desvios ferroviários diretamente em suas plantas. Duas devem estar prontas até o final desse ano e a terceira no primeiro semestre de 2015”, adianta sem revelar o nome dessas usinas.

Além disso, ele ressalta outras unidades produtivas instaladas no Centro-Oeste poderão tirar vantagem do novo modal transportando seu produto por caminhões até o terminal e, então, fazendo o resto do caminho por trilho. A vantagem é um ganho de competitividade nos custos logísticos. “Uma composição de 60 vagões consegue substituir 90 caminhões-tanque. Isso representa um risco muito menor para as usinas que não ficam com uma fila de caminhões na porta esperando carregamento e gera ganhos de escala”, explica Raphael.

O executivo comemora essa chegada dessa nova capacidade, especialmente num momento em que o mercado de biodiesel está para dar um salto de produção graças a implantação do B6 e do B7 nos próximos meses. “Esse é um volume novo para a ALL e é um volume que, com o B6 e B7, vai crescer bastante. Para as distribuidoras e para as usinas [a opção do transporte ferroviário] será muito bom”, anima-se.

Rio Grande do Sul
A ALL já tem parcerias com BSBios e a Camera e, na semana passada, anunciou um acordo com a Bianchini. Contudo, no caso das usinas gaúchas, a ALL faz o transporte de biodiesel apenas até a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) localizada no município paranaense de Araucária.

Pelo menos por enquanto, a ALL não tem planos de levar o biodiesel gaúcho até São Paulo. Raphael diz que, embora não existem entraves técnicos ao transporte de biocombustível no trecho entre o Paraná e São Paulo, as condições operacionais não tornam essa opção viável.

 

Fonte: BiodieselBr

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