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Mudança no óleo diesel estimula plantio da canola no RS

26 jun

A área cultivada com a oleaginosa no atual ciclo deve registrar recorde de 50 mil hectares

No topo da produção de biodiesel do país, o Rio Grande do Sul deverá ter parte da ociosidade na indústria, neste ano em torno de 50%, reduzida pelo aumento do percentual adicionado ao óleo diesel. O índice passará dos atuais 5% para 6%, em julho, e chegará a 7%, em novembro. Ainda que tímido, o incremento na mistura ampliará o mercado de óleo de soja, principal matéria-prima do biocombustível. A reboque dessa mudança, um grão ainda coadjuvante nas lavouras gaúchas ganhará mais espaço no campo: a canola.

A área cultivada com a oleaginosa no atual ciclo deve registrar recorde de 50 mil hectares (quase o dobro do ano passado), conforme a Associação Brasileira de Produtores de Canola (Abrascanola). Com até 38% de óleo, o dobro do teor da soja, o grão ainda é pouco utilizado para a produção de biocombustíveis. Um dos motivos é porque a área plantada no Brasil, cerca de 70 mil hectares na safra 2014/2015, é insuficiente para abastecer a indústria em grande escala. 

Maior produtor nacional de canola, com cerca de 70% da área cultivada no país, o Rio Grande do Sul destina quase 100% dos grãos à indústria de alimentos, especialmente à fabricação de óleos. Rico em ômega 3, o ácido graxo da semente ajuda a reduzir o colesterol, de acordo com pesquisas científicas. Com nove usinas já instaladas no Estado, há espaço de sobra no mercado para o biocombustível gaúcho. No ano passado, a produção gaúcha foi de 883 milhões de litros para uma capacidade instalada de 2,04 bilhões de litros.

A ampliação no percentual de mistura fará com que o Brasil, terceiro maior produtor mundial de biocombustível, deixe de importar 1,2 bilhão de litros de óleo diesel por ano, conforme o Ministério de Minas e Energia.

 

Fonte: Zero Hora Campo e Lavoura

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