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Mais diesel para o agronegócio

28 mai

As filas quilométricas de caminhões carregados de soja na entrada dos portos brasileiros são uma imagem bastante conhecida, que expõe duas características da economia do Brasil: o agronegócio segue em forte expansão, mas a infraestrutura de transporte não acompanha esse crescimento

A logística de combustível segue o caminho inverso ao da safra agrícola. Precisa levar derivados produzidos em São Paulo e os importados que chegam por navios para o interior do país. E, quanto mais afastadas dos grandes centros estão as fazendas, maior é a dificuldade para transportar combustível. O problema não é apenas vencer a distância, mas também superar a baixa qualidade da infraestrutura rodoferroviária.

Assim, para atender à demanda crescente e contornar esses obstáculos, as distribuidoras têm ampliado bases no interior e construído novas unidades ao longo das ferrovias que vão saindo do papel. A logística mais eficiente também puxa investimentos agrícolas, que, por sua vez, elevam o consumo de combustíveis.

O estado com maior avanço do agronegócio é o Mato Grosso. Ano após ano, a área plantada e a produção aumentam. Nos últimos cinco anos, enquanto a área plantada no país cresceu 12%, em Mato Grosso o avanço foi de 43%. E a expectativa é que na safra 2013/2014 o acréscimo seja de mais 6%.

Como não poderia deixar de ser, o consumo de óleo diesel no estado seguiu de perto a expansão do agronegócio. No mesmo período de cinco anos, o consumo do combustível no Mato Grosso aumentou 46,6% – com pico de 16,3% de aumento em 2012.

Para dar conta disso, o estado passará a contar, nos próximos meses, com novas bases, instaladas em Rondonópolis, no polo intermodal da ALL. O terminal é conectado pelas linhas ferroviárias da empresa à malha paulista. Enquanto escoa a produção agrícola na direção do Porto de Santos, no retorno para o Centro-Oeste transporta outras cargas – entre elas, o diesel.

No polo estão sendo construídas bases das três principais distribuidoras do país – BR, Raízen e Ipiranga. Em quarto lugar no market share de combustíveis, a Ale também estuda instalar uma base no local.

“As ferrovias pesam bastante na nossa decisão de crescimento, principalmente em Rondonópolis, que é uma fronteira agrícola. Ter uma ferrovia facilitaria bastante as nossas operações”, explica Marcos Tanure, diretor-financeiro da distribuidora.

 

Fonte: Revista Brasil Energia

 

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