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Governo quer substituir diesel utilizado em termelétricas por GNL

30 jan

O Ministério de Minas e Energia produzirá um estudo para viabilizar a substituição do óleo diesel atualmente utilizado em usinas termelétricas por Gás Natural Liquefeito (GNL).

De acordo com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, atualmente há cerca de 2,5 mil megawatts (MW) gerados a custos muito altos.

“Queremos fazer um estudo para substituir por um combustível mais barato e mais adequado do ponto de vista ambiental. Entre eles, o GNL, que hoje está sobrando no mercado internacional e tem preço altamente competitivo”, disse Braga. Conforme o ministro, o custo de geração de energia térmica com diesel é R$ 600 por MW, enquanto o com GNL é R$ 210.

Outra medida a ser adotada pelo governo é o aumento para 48 meses do prazo para que as distribuidoras de energia paguem pelos empréstimos tomados para cobrir gastos extras com uso de termelétricas. Para o ministro, a medida diluirá o reajuste para os consumidores. Segundo ele, o governo também está preparando uma campanha para informar os consumidores sobre o sistema de bandeiras tarifárias, que repassa para a conta de luz o custo mais alto do uso de energia térmica.

Braga participa nesta sexta (30) de uma reunião do conselho do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que apresentará relatório sobre falta de energia registrada em vários estados na semana passada.

O ministro informou que, naquele dia, um banco de capacitores da linha de transmissão estava sem funcionar corretamente. “Aquela linha tinha de estar funcionando com contingenciamento. Tínhamos de reduzir a quantidade de energia que passa pela linha por causa da inexistência do banco de capacitores”, disse. Segundo ele, os capacitores foram reestabelecidos esta semana.

Eduardo Braga lembrou que a situação atual do setor elétrico é diferente da registrada no sistema de abastecimento de água, já que a transmissão de energia é possível de uma região para a outra.

Ressaltou que os reservatórios do Sul e do Norte estão mais cheios e que essas regiões podem transmitir energia para outras. “Temos vários mecanismos para remanejar energia e equilibrar os estoques hídricos nos reservatórios do Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Por enquanto, isto ainda não pode ser feito no setor de abastecimento de água”, concluiu.

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