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Centro para desenvolvimento de biocombustíveis é criado no interior de SP

19 jan

Boeing e Embraer inauguraram centro em São José dos Campos na última quarta-feira (14)

A Boeing e a Embraer inauguraram na última quarta-feira (14) um Centro de Pesquisa em Biocombustíveis Sustentáveis para Aviação em São José dos Campos, interior de São Paulo. O centro vai funcionar no Parque Tecnológico da cidade e tem como objetivo coordenar e financiar pesquisas de soluções que reduzam a emissão de poluentes por combustíveis utilizados no setor.

O desenvolvimento de novas tecnologias deve ser feito por meio de parcerias com universidades e instituições brasileiras. A intenção é reduzir a emissão de carbono no planeta até 2050. “A indústria de aviação é responsável por 2% dessa poluição no mundo, crescendo todo ano. Temos a responsabilidade de assegurar um desenvolvimento que seja bom para o meio ambiente”, afirmou a presidente da Boeing no país e na América Latina Donna Hrinak.

O centro no Parque Tecnológico, onde a Boeing já abriga seu primeiro centro brasileiro para pesquisa, conta com duas salas executivas para abrigar os trabalhos pela parceria. “Não será um laboratório, é um centro de coordenação para conseguir atenção no setor. Queremos assegurar a viabilidade da cadeia de produção”, disse Donna. O valor do investimento não foi divulgados pelas empresas.

Apesar da inauguração, as companhias seguem na definição de parcerias para integrar o projeto. “Estamos estruturando estes projetos com entidades brasileiras e por questões formais ainda não podemos divulgar. Isso deve acontecer ainda no primeiro semestre”, afirmou o vice-presidente de Engenharia e Tecnologia da Embraer Mauro Kern.

Potencial

Segundo Kern, a escolha do Brasil para abrigar o desenvolvimento de novas tecnologias se dá pelo histórico do país na criação de combustíveis renováveis, como o etanol, e por contar com matriz energética com potencial para novos produtos. “O Brasil é rico em diversidade e tem capacidade para permitir novas tecnologias de biomassa. O país é muito forte com a cana-de-açúcar, óleo comestível, algas, entre outros recursos”, avalia.

As duas empresas já realizaram experiências com biocombustíveis nos últimos anos. Para as companhias, um dos principais desafios é manter a qualidade e viabilidade dos novos combustíveis para aeronaves, comparado a outros como o petróleo, que segue em valorização baixa. “O trabalho pressupõe colocar o combustível com a mesma característica e produção de energia do combustível fóssil”, disse Kern.

Segundo a Embraer, prazos e produtos concretos ainda estão sendo estudados. “Não temos a visão completa de como essas iniciativas vão nos levar as metas, mas não podemos deixar de nos engajar”, afirmou o diretor.

Fonte: G1/ Vale do Paraíba

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